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domingo, 1 de agosto de 2010

é o fim
algo em mim dá adeus
se esvai no esgoto do subconsciênte
eu próprio quis me salvar morrendo um pouco
porque eu não mais podia admitir viver assim

e depois nos arrancando, arrastando, vociferando
uma correnteza febril também chamada saudade
mas agora enfim eu não sucumbirei

a meu esquecimento a cada dia vigiarei firme
com esses anos todos estupurando meus poros
jogarei tudo sob minhas costas e seguirei

se não olhar para trás, minha querida
não é porque tudo aquilo foi em vão
mas porque não mais me consumirá

me arremessarei para este inesperado amanhã
e se adiante de mim for apenas precipício
ou houver qualquer outra vida lá fora

carregarei ingenuamente a esperaça
de que essas lembranças voltem
sem as mesmas feridas

por enquanto eu apenas respiro
e estoicamente me preparo os nervos
para essa turtura também chamada saudade

mas que para o nosso fatídico bem
que venha a tortura então
e adeus, meu amor

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